segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Ex-Prefeito do Recife, João Paulo é citado em reportagem da Folha de São Paulo sobre Investigações de casos de peculato


           Reportagem publicada pela Folha de São Paulo, tendo como tema os escândalos de fantasmas e "rachadinhas" em Assembleias Legislativas estaduais relembra um escândalo envolvendo o então deputado estadual pelo PT, João Paulo, hoje deputado estadual pelo PC do B e que logo após o escândalo se tornou Prefeito da Capital pernambucana.

De acordo com a reportagem da Folha, investigações sobre casos de peculato em Assembleias Legislativas – incluindo a contratação de funcionários fantasmas e repasses de parte dos salários de servidores para deputados – chegam a até 22 anos sem resolução ou punição de parlamentares envolvidos.
Levantamento da Folha identificou investigações relacionadas a peculato em pelo menos dez Assembleias Legislativas. Na maioria dos casos, não houve condenações.

Os casos foram resgatados por se assemelharem às suspeitas de peculato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro que estão sendo investigadas pelo Ministério Público a partir de movimentações financeiras suspeitas de servidores. As suspeitas incluem Fabrício Queiroz, ex-funcionário do gabinete o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a reportagem da Folha, assinada pelos jornalistas Estelita Hass Carazzai, João Pedro Pitombo e João Valadares, o caso ocorrido em Pernambuco, envolvendo o deputado João Paulo (atualmente no PC do B), ocorrido em 2007, apesar da grane repercussão, não resultou em nenhuma punição até hoje.

A denúncia foi feita na época pela ex-assessora Maria Cristina da Rocha. Segundo ela, os servidores do gabinete de João Paulo eram obrigados a devolver mais da metade do salário. A prática, inclusive, foi admitida pelo parlamentar, que exercia o segundo mandato de deputado estadual pelo PT. 

Apesar da confissão de João Paulo, o caso não chegou nem ao Ministério Público de Pernambuco. À Folha e sem citar nomes, o deputado, disse que a prática era comum, mas que não há comparação com os casos sob investigação na Assembleia do Rio de Janeiro: “Era um mecanismo utilizado para nivelar os salários no gabinete. Havia uma distorção muito grande. Todos os servidores estavam de acordo”, diz ele.

Em Pernambuco, porém, mais recentemente, casos como o que envolveu o deputado João Paulo e seus assessores vinham tendo outro tipo de tratamento pela Polícia Civil do Estado que chegou a desencadear a Operação GHOST, que resultou no afastamento de vereadores do Cabo de Santo Agostinho. A Operação foi comandada pela Delegacia de Polícia dos Crimes Contra a Administração Pública, a Decasp, que foi extinta pelo Governador Paulo Câmara, com o aval dos deputados estaduais que, por sua vez, estariam sob investigação da mesma delegacia, que também estaria investigando pelo menos seis vereadores da Câmara do Recife. Por Noelia Brito.

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