quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Câmara assume segundo mandato prometendo entregar serviços que não entregou


       O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), tomou posse na tarde desta terça-feira (1º), de seu segundo mandato à frente do Estado, em cerimônia realizada na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Câmara estava acompanhado de sua vice-governadora, Luciana Santos (PCdoB).

No primeiro ato, Câmara vai dar posse aos secretários amanhã para começar a unificação das ações em todas as secretarias em “favor da sociedade” como frisou no discurso. Pregou que “a população tenha os serviços entregues e de melhor qualidade", algo que faltou enormemente em seu primeiro mandato, aonde cumpriu menos de 40% das promessas feitas.

Os nomes dos presidentes de empresas estatais ou o chamado segundo escalão do mandato serão definidos ainda, segundo o governador, nos próximos dias.

Em relação ao governo federal, cuja posse do presidente eleito Jair Bolsonaro também foi na tarde desta terça-feira, Paulo Câmara afirma que respeita, mas vai cobrar projetos.

Questionado sobre as denuncias de policiais civis sobre perseguição política contra o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), Áureo Cisneiros, o governador afirmou tratar-se de uma questão para ser resolvida pela Secretária de Defesa Social (SDS). Ao ser questionado sobre o fim da Delegacia de Polícia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp), Paulo afirma que o tema está no passado. "Vocês estão voltando ao tema que não faz parte do cotidiano. Não cabe esse debate, isso já passou."

Para 2019, o lema será geração de empregos e melhoria das condições dos serviços públicos estaduais e pregou o desmonte dos palanques. “É urgente desmontar os palanques, desarmar os espíritos, buscar o mínimo de convergências que nos permitam preservar as conquistas democráticas e avançar. O processo eleitoral que nos elegeu para o Poder Executivo e elegeu os parlamentares para o Poder Legislativo é o mesmo que elegeu o presidente da República”, afirmou o governador.

No discurso, Câmara lembrou a história de lutas de Pernambuco, que se contrapôs ao poder central, quando necessário, e disse que apoiará as decisões que beneficiem o estado, mas refutou a possível privatização da companhia de energia Chesf. “A submissão, em qualquer tempo, de qualquer natureza, por qualquer motivo, é incompatível com o espírito libertário dos pernambucanos”, disse.

Ao final do discurso, Câmara voltou a insistir na pacificação política do país, como forma de alcançar avanços econômicos e sociais. “Precisamos de paz, porém não a paz do silêncio imposto pela força. Queremos a paz viva, do debate, do contraditório, da liberdade de opinião. A paz da democracia. Precisamos de paz para trabalhar, vencer a miséria, a violência e o desemprego, para ajudar milhões de jovens a encontrar um futuro melhor e mais proveitoso”, concluiu.

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