quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Mourão, vice de Bolsonaro, volta a criticar 13º salário

            O general Hamilton Mourão, vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro, volta a se pronunciar sobre o 13º salário. Para Mourão, o benefício é um "custo" que prejudica os brasileiros e que poderia ser alterado com uma reforma salarial.

"O 13º é uma questão que tem que ter planejamento. Tem que haver entendimento de que isso é um custo", disse Mourão no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no começo da tarde desta terça-feira (2). "Na realidade, se for olhar, o teu empregador te paga 1/12 a menos e no fim do ano ele te devolve esse salário. E o governo, o que faz? Ele aumenta o imposto para pagar o meu. No final das contas todos nós saímos prejudicados."

O general acredita que o aumento dos salários seria o suficiente para que não existisse o 13º. "A questão é que se você recebesse seu salário condignamente você economizaria e teria mais no fim do ano. Essa é a minha visão" afirmou. 

Esta é a segunda vez que Mourão se pronuncia sobre o benefício. Durante palestra em Uruguaiana, o candidato a vice afirmou que os direitos do 13º e das férias são "algumas jabuticabas brasileiras" e "uma mochila nas costas de todo empresário brasileiro." 

Logo após suas primeiras declarações, o general foi rebatido pela cabeça de sua própria chapa, Jair Bolsonaro. O candidato à Presidência da República pelo PSL se pronunciou através de sua conta no twitter e disse que criticar o 13º salário "além de uma ofensa à quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição." Após esse desentendimento entre os candidatos, ficou acordado que Mourão não faria mais declarações públicas até o domingo (7), primeiro dia de eleições.

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