quarta-feira, 18 de julho de 2018

Quadra do Riacho do Meio é retrato das obras paradas no governo Madalena que somam mais de R$ 14 milhões

Foto Arcoverde sem Ação
           A situação de abandono da quadra poliesportiva do povoado do Riacho do Meio, zona rural de Arcoverde, é o retrato do abandono das obras do governo Madalena Britto (PSB) no município de Arcoverde. No final do ano passado o Tribunal de Contas do Estado publicou levantamento sobre as obras paralisadas em todos os municípios pernambucanos e em Arcoverde foram identificadas obras paralisadas que somam mais de quatorze milhões de reais (R$ 14.237.686,43).

A obra da quadra do Riacho do Meio não entrou neste levantamento, mas a obra já se arrasta desde o ano passado e este ano nada mais foi feito no local, encontrando-se totalmente abandonada com algumas paredes já levantadas. Esta semana, moradores fizeram a denúncia do descaso da prefeitura para com a comunidade e postaram fotos e vídeos nas redes sociais.

Voltando ao relatório do TCE sobre as obras paralisadas em Arcoverde, do total contratado de R$ 14 milhões, a prefeitura de Arcoverde já teria quitado, pago na época as empreiteiras, R$ 5.908.895,80 das obras que se arrastam e não terminam. Na lista estão construção de calçamentos, canal, escola e praças.

Na listagem ainda tem recursos deixados pelo ex-prefeito Zeca Cavalcanti (PTB) que somam R$ 3.754.078,24 (três milhões, setecentos e cinquenta e quatro mil, setenta e oito reais e vinte e quatro centavos). Nesta relação estão obras de calçamento e construção do canal da Cidade Jardim e apesar de já ter se passado 06 anos do atual governo a gestão Madalena Britto não conseguiu executar a totalidade dos recursos e entregar todas as obras. Apenas 49% dos recursos foram executados até agora.

Além desses recursos, estão na lista das obras paralisadas do TCE a Escola da Cidade Jardim, calçamento de 22 ruas, a praça da Cohab II que foi retomada este ano, a 3ª etapa do calçamento do CEDEC, sanitários rurais e o famoso Parque Linear que se arrasta há mais de dois anos. Do total contratado de R$ 14 milhões, a prefeita de Arcoverde só conseguiu executar 41,5%.

Em dezembro passado, o TCE divulgou um relatório sobre obras paralisadas/inacabadas em Pernambuco no ano de 2016 com base em dados fornecidos pelos seus próprios jurisdicionados (Governo do Estado e Prefeituras). O diagnóstico foi apresentado pelo auditor de controle externo, Pedro Teixeira e o chefe do Núcleo de Engenharia, Ayrton Guedes Alcoforado. De acordo com o Tribunal, existiam em Pernambuco no final do ano passado 1.547 obras paralisadas/inacabadas, cujos contratos totalizam R$ 6,2 bilhões, dos quais cerca de R$ 2 bilhões já foram pagos às empresas que venceram as licitações. 

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