sexta-feira, 25 de maio de 2018

Marília Arraes diz que lutará até o fim para viabilizar sua candidatura


            A vereadora e pré-candidata a governadora pelo PT, Marília Arraes, garantiu em entrevista ao site do blog da Folha de Pernambuco que lutará até o fim para viabilizar sua postulação, mesmo com a movimentação de uma ala da sigla para favorecer uma aliança com o PSB.

Segundo Marília, o convite para sua candidatura partiu do próprio senador Humberto Costa, que hoje é visto como um dos que defendem a aliança com o PSB, para reeleição do governador Paulo Câmara. "Demorei alguns meses para chegar e dizer: Tá certo, eu vou, eu topo. Porque, de qualquer forma, eu sou jovem, estou há pouco tempo no partido. E isso não é normal na política, mas como a gente está aqui para quebrar paradigma mesmo... e a base começou a encampar essa ideia’", narrou a petista.

Para ela, a mudança de posição do senador foi "surpresa, até porque Humberto foi, inicialmente, um dos maiores incentivadores, senão o maior incentivador, de a gente ter uma candidatura, de colocar meu nome como candidata do PT. “Inclusive, numa época em que nem eu mesma tinha assimilado essa questão de ser candidata a governadora tão cedo", colocou.

A petista também garante que não foi avisada sobre a tendência de abortar a candidatura própria, como alguns petistas afirmam. “Jamais foi dito que a tendência seria essa aliança. Inclusive, em conversa com o próprio presidente Lula, antes da sua prisão, chegamos ao acordo de que caso o PSB nacionalmente fizesse gestos para tirar o PT do isolamento do plano nacional, para dar o tempo de TV para que Lula fizesse sua campanha na TV, deveríamos sim conversar. Mas que jamais a tendência teria sido essa”, disse. “E sempre que conversamos aqui no estado sobre a possibilidade de aliança foi sobre uma aliança nacional, que não está para acontecer. Nossa candidatura é uma das que esta em melhor colocação nas pesquisas”, falou a pré-candidata.

Ainda sobre a intenção do PSB abortar sua candidatura, Marília afirmou que o objetivo dos socialistas, e de uma minoria do PT que prega a aliança em Pernambuco, é retirar seu nome da disputa porque sabe que é uma candidatura com condições de ganhar, além da questão do apoio de Lula.

“É uma candidatura para ganhar a eleição nos termos em que estão postos hoje em dia, e tem a figura do presidente Lula que eles querem colocar no palanque deles a todo custo, mesmo sem estarem na luta pela defesa do presidente Lula, e querem também o tempo de TV do PT que é o maior tempo entre todos os partidos”, disse Marília.

O PT deve decidir o caminho que irá tomar no dia 10 de junho, quando será realizada uma reunião da executiva estadual do partido. O encontro será realizado em duas fases: a primeira debaterá as teses de aliança ao governador Paulo Câmara (PSB) ou candidatura própria, enquanto a segunda será a realização da eleição interna entre Marília, deputado estadual Odacy Amorim e o militante José Oliveira. Contudo, a vereadora é a que possui mais apoios internos e externos.

Nos bastidores, comenta-se que a disputa entre os 300 delegados estaria equilibrada, o que estaria deixando os grupos ressabiados. A vereadora apresentou, inclusive, um requerimento solicitando cópias de regimentos internos do partido, o que gerou estranhamento em setores da legenda. 

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