sexta-feira, 11 de maio de 2018

Bolsonaro compara assassinatos da ditadura a “tapa no bumbum”


         O deputado federal e pré-candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, disse que as execuções autorizadas pelo presidente Ernesto Geisel contra opositores da ditadura militar no Brasil eram como uma punição utilizada por pais em filhos: “Quem nunca deu um tapa no bumbum do filho e depois se arrependeu? Acontece”, disse.

A declaração vem na esteira da revelação de um documento da CIA que afirma que Geisel, ao assumir o governo, deu continuidade à política de execuções praticadas por seu antecessor.

“Esse pessoal que disse que matamos naquele momento, que desapareceu, caso estivesse vivo por um motivo qualquer, estaria preso acompanhando o Lula lá em Curitiba. Essas pessoas não têm qualquer amor à democracia e à liberdade. Eles querem o poder absoluto”, disparou Bolsonaro atestando todo o autoritarismo de sua pernosalidade.

História - Em 1975, Vladimir Herzog (jornalista, professor e cienasta) foi escolhido pelo secretário de Cultura de São Paulo, José Mindlin, para dirigir o jornalismo da TV Cultura. Em 24 de outubro do mesmo ano, foi chamado para prestar esclarecimentos na sede do DOI-Codi sobre suas ligações com o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Sofreu torturas e, no dia seguinte, foi morto. A versão oficial da época, apresentada pelos militares, foi a de que Vladimir Herzog teria se enforcado com um cinto, e divulgaram a foto do suposto enforcamento. Agora sabe-se que os generais mandaram matar, ou na versão de Bolsonaro, dar “um tapa no bumbum”.

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